sexta-feira, 1 de abril de 2011

Meu Bebe e a Pressão Alta.

O pediatra precisa medir a pressão arterial de seu filho. Na maioria dos casos, é assim que se detecta…
Medir a pressão arterial de uma criança a partir dos 3 anos de idade é uma rotina médica nos Estados Unidos desde a década de 80, depois que estudos comprovaram que hipertensão também é um problema infantil. Aqui, a prática ainda é rara, apesar de importantíssima.
É que a hipertensão não costuma apresentar sintomas na criança, e o único meio de detectá-la é medir a sua pressão arterial.
"Água no pulmão pode ser provocada por pressão sanguínea elevada, mas é freqüente o médico diagnosticar pneumonia de repetição por não ter checado a pressão arterial da criança", exemplifica a nefrologista pediátrica Vera Koch, coordenadora do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Um susto
Andrea Kromer, mãe de Marcela, 4 anos, descobriu por acaso que a filha, sempre ativa, sorridente e muito saudável, tinha hipertensão e corria sério risco de sofrer um derrame. "Eu a levei ao pediatra por causa de um resfriado, e ele, que não costumava verificar a pressão dela, levou um susto nesse dia.
A pressão, de 11 por 8, igual à de um adulto, estava no limite para ela. Acabamos no cardiologista, que constatou uma malformação na artéria aorta. A Marcela teve de passar por uma cirurgia corretiva, pois podia ter um derrame a qualquer momento", conta Andrea.

Causas e sintomas
Segundo Vera Koch, malformações nos vasos sanguíneos, nos rins e nas vias urinárias são a causa mais freqüente de hipertensão na infância, seguidas de doenças hereditárias, obesidade e infecções renais (nefrites). Na maioria das crianças, esses problemas não provocam os sintomas que sinalizam a hipertensão: irritabilidade, parada no crescimento, ondas de cansaço, perda de fôlego, crises de taquicardia, pneumonias de repetição e convulsões.
Os médicos estimam que 1% da população infantil tem hipertensão. "Pode não ser muita gente, mas qualitativamente é um dado importante", afirma a nefrologista Vera, lembrando que a detecção precoce do problema poderia evitar riscos à saúde de 30% dos adultos e de 70% dos idosos brasileiros hipertensos, a maioria portadora da doença desde a infância. "Crianças de baixo peso ao nascer, de família de obesos ou de hipertensos merecem atenção especial, porque fazem parte do grupo de risco", alerta.

Pouco sal e muito exercício
Em tese, pode ser considerada hipertensa a criança cuja pressão arterial ultrapassa 10 por 6. Mas essa medida precisa ser associada ao sexo, à idade e à estatura para se chegar a um diagnóstico. "Os meninos têm a pressão um pouco mais alta", afirma Vera Koch, nefrologista pediátrica do Instituto da Criança, em São Paulo. Ela aconselha os pais a oferecer à criança muita verdura, legumes e frutas, evitar o sal no preparo de suas refeições e estimulá-la a praticar exercícios físicos. "Tudo isso é bom para o funcionamento do organismo, ao contrário da falta de atividade e dos excessos alimentares."

A fonte Fonte: Revista Crescer

Um comentário:

Mariana disse...

Eu sempre levo a meus filhos ao doutor, até por coisas minimas, porque melhor prever do que curar... A semana passada levei a um a parte de nefrologia porque o pediatra me falou, mas por boa sorte, tudo está perfeito.

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